sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Crónica Semanal #20


Por às sexta-feira, fevereiro 25, 2011


 A cada notícia surgem referências a acontecimentos que virão a produzir-se muito para além do marco temporal da história que nos é contada. Por detrás de todas as artes que estejam ligadas ao Homem, a música é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio. Certamente, nos dias de hoje, a música não é apenas esta junção entre paradoxos; esta semelhança entre coisas tão distintas e, melhor que isso, essenciais. A música é um conjunto de imaginação e numeração, sendo mais que uma relação entre qualidade e quantidade.

Mas afinal, onde que é que isto se revê em Lady Gaga? Na verdade, poderíamos esmiuçar todos os caminhos possíveis, mas se se sabe perfeitamente que Lady Gaga é sinónimo de música do século XXI, bastaria dizer que esta pequena introdução serve para não só quantificar os limites a que a cantora chegou (por todos os seus recordes inigualáveis) mas também para afirmar que o seu nome não é apenas um símbolo de números na música e na moda.

A Organização Não Governamental (ONG) “ Do Something”, que incentiva acções beneficentes entre os jovens nos Estados Unidos, elegeu a cantora como a celebridade que mais fez o bem em 2010. Segundo a revista People, Lady Gaga aparece no topo da lista das “Celebs Gone Good”, constituída por 20 nomes.

Graças à lei "Don't Ask, Don't Tell" e ao lançamento, em conjunto com a MAC cosmetics, de “Viva Glam”, Lady Gaga vê o seu esforço recompensado ao lutar pelos Direitos dos Homossexuais, que é como quem diz Direitos dos Humanos, e pela campanha beneficiária que reverte a favor da luta contra a HIV/SIDA.

Que mais se poderá dizer sobre Lady Gaga? Para quem só gosta de ouvir as músicas que apenas são alvo de polémicas, está na hora de ver que a cantora é um ser humano extraordinário e, acima de tudo, humana.

José Pedro Caetano